TODOS OS BEATHOVENS, OU "OS 12 BRAVOS"
A idéia era que cada um escrevesse alguma coisa sobre si mesmo, sobre as lembranças, os fatos
marcantes, etc. Como ninguém se manifestou, eu mesmo vou descrever o que cada um fez e deixou
de fazer enquanto foi um Beathoven, po...
prbifano
01 - Piccardi - lead guitar (66-67) & drums (68)
Integrante e lider dos Flaming Stars que viraram Beathovens. No início de 67, vencido pelas
bebedeiras de alguns Beathovens, retirou-se
da banda, sob muitos protestos, principalmente da família. Em meados do ano seguinte ele
ainda estava desempregado quando descobriu
que os Beathovens agora precisavam de um batera. Ofereceu-se e foi aceito de volta, mas no fim
daquele mesmo ano saiu de novo.
02 - Negrini - voice, drums (66-67) & bass guitar (since 68)
Também integrava o Flaming Stars, mas como baterista. No início de 68 viajou para a Europa
e
comprou um Hoffner igual ao do Paul McCartney, decidindo que seria o novo contra-baixista dos
Beathovens, já que o Milton estava saindo do grupo. Por incrível que pareça continua até hoje,
ou vice-versa. Ah, sim, ele também é um dos principais compositores do grupo, além de ter
preparado diversos arranjos musicais, alguns já desanrrajados com o passar do tempo.
03 - Peccicacco - rythm (66) & lead guitar (67-70)
Participou de toda a primeira fase dos Beathovens, primeiro como base e depois, com a saída
do
Piccardi, como solo. Foi o responsável pela volta dos Beathovens em 82, pois quando casou se deu
ao trabalho de reunir todos nós em sua festa mas, inexplicavelmente, não quis que tocássemos ao
vivo na sua noite de núpcias. Preferiu ficar a sós com sua esposa.
04 - Milton FS- voice & bass guitar (66-67)
Entrou no Flaming Stars porque era aluno do Dante e disse que sabia cantar e tocar
contra-baixo. O que era verdade, mas não ao mesmo tempo... Depois ele se acertou e conviveu com
os Beathovens até o início de 68 quando, misteriosamente, resolveu sair. Uma das suas
últimas participações foi na gravação de um histórico acetato no Estúdio Eldorado.
05 - Pieretti - keyboards & piano(66-67)
Este também entrou para participar do show do Dante. Tecladista, apresentou-se várias vezes
ao vivo tocando numa pianola a ar do Bifano, prova de grande coragem (eu teria vergonha de tocar
naquilo). Quando o Piccardi saiu, em 67, também resolveu desistir de tocar e (principalmente) de
beber com a gente. Mas que bobagem, não é, seu Lutcha?
06 - Bifano - voice (66), rythm guitar (67) & voice (since 68)
Estreou na banda no dia 6 de novembro de 1966, para cantar no show da AEDA, mudando o nome e a
história do conjunto. Quando precisou, do início de 67 a meados de 68, tocou guitarra base no
grupo em vários shows no Clube Ingles. Desde então é o principal vocalista dos Beathovens, além
de
compor músicas e escrever quase todas as letras daquelas compostas pelo outro, que não
sabe escrever. Sempre modesto, costuma esclarecer: "não, não sou perfeito, sou apenas o melhor".
07 - Votta - rythm guitar (since 68)
Foi chamado para integrar os Beathovens em meados de 68, e nunca mais saiu, porque fossilizou.
Responsável pela guitarra base do grupo, por vezes é irresponsável e normalmente mal se sustenta
na base, mas até agora não achamos outro para substituí-lo, o que é uma sorte, ou vice-versa.
Já fez uma música com o Negrini, mas ambos tinham bebido tanta vodka que ninguém mais lembra
dela.
08 - Falleiros - drums & voice (since 68)
Entrou no lugar do Piccardi a convite do Bifano e conquistou seu lugar na banda,
mesmo porque ninguém quer ficar no fundo do palco escondido atrás de
uma bateria o tempo todo. Também é compositor, mas na razão de uma música composta
para cada 27 da dupla Negrini-Bifano. Ainda possui uma bateria Ludwig igualzinha a aquela que o
Ringo
usava no tempo dos Beatles e, aliás, acho que são da mesma idade. As baterias, não os bateristas.
09 - Zocchi - lead guitar (82-84)
Na volta dos Beathovens ficamos sem solista porque o Peccicacco, que nunca soube tocar, alegou
que não sabia mais tocar (argumento inconsistente). Convidamos então o Zocchi que ficou conosco
alguns anos, pacientemente, olhando os Beathovens beberem vodka em tediosos ensaios. Mas brilhou
(tinha uma luz voltada para a sua careca) nas duas mega-festas preparadas em 1982 e na reportagem
que os alunos da FAAP fizeram sobre a gente.
10 - Joy - lead guitar (85-90)
Joy fez parte da banda durante quase 5 anos, mas nunca conseguiu ensaiar regularmente com os Beathovens, o
que é altamente irregular. Mas, verdade seja dita, sempre que foi chamado deu conta muito bem do recado, o
que nos fez concluir
que, no dia que precisar, ele aparece e toca. E isso é tocante, poxa, fiquei até emocionado.
11 - Mantecca - lead guitar (86-88)
Intercalado com o Joy, porém nunca calado, também tínhamos o Mantecca no solo, que regularmente ensaiava
com os Beathovens, embora os ensaios fossem irregulares. Seu grande momento foi na festa de formatura do
Colégio Poço do Visconde, quando ele tocou a primeira seleção e o Joy tocou a segunda seleção. Foi em 87,
quando não teve
jogo da seleção.
12 - Portella - lead guitar & sinthetizer (since 2000)
No limiar do final do século XX optamos pela revolta da banda (a volta tinha ido em 82) e, mais uma vez,
estávamos sem um solista. Convidamos então o Portella, que está conosco até hoje (portanto, desde o século
passado) e que já faz parte do grupo. Por isso é nosso amigo grupal, no bom sentido, e toca até com sintetizadores,
o que bem sintetiza suas habilidades musicais.
NOTA: se voce julgar que foi injustiçado ou injuriado por este trabalho, escreva-nos
reclamando.
Teremos muito prazer em destruí-lo definitivamente divulgando fatos sobre sua vida que omitimos
propositalmente para evitar processos, indiciamentos, separações e outras fatalidades parecidas.
prbifano